Uma versão crackeada circulava antes do lançamento. A reação de parte da comunidade pirata foi pedir que se comprasse o jogo.
Poucos dias antes do lançamento de CONTROL Resonant, a 24 de setembro, uma versão completa do jogo foi divulgada já crackeada.
Seria de esperar o costume. Em vez disso, em várias discussões de comunidades de pirataria, surgiram apelos no sentido contrário: quem pode pagar, que compre.
O argumento repete-se: a Remedy faz jogos que não se parecem com mais nada, vem do fracasso comercial do FBC: Firebreak e o Resonant é visto como decisivo para o futuro do estúdio.
Houve quem dissesse que seria um dos poucos jogos que ia comprar, precisamente por isso. Mas nem todos alinharam, e também houve quem defendesse que nenhum estúdio merece tratamento especial.
Convém manter os pés no chão: são comentários de utilizadores, não uma posição dos grupos que fazem os cracks, e ninguém sabe quantas vendas isto converteu de facto.
A história foi contada pela FRVR.
Ainda assim, o caso liga diretamente ao que já discutimos em "Um Problema de Serviço": Porque é que a Indústria ainda não percebeu Gabe Newell? : se a pirataria é sobretudo uma questão de serviço, este episódio sugere que também pode ser uma questão de relação com quem faz os jogos.
Para discussão
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Piratear a maioria dos jogos mas comprar os dos estúdios de que se gosta é uma posição coerente, ou uma forma de aliviar a consciência?
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A boa vontade para com um estúdio pode mesmo pesar mais do que ter uma versão gratuita à distância de um clique?
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Já compraste algum jogo mais para apoiar quem o fez do que por vontade de o jogar naquele momento?
